Para
Onde Vai?
O
homem, parou de andar
Sim,
perdeu até a letra maiúscula
Perdeu
a vontade de sonhar
Para
apenas querer dormir bem.
Este
homem, ficou refém
Do
digital, mundo irreal,
Esqueceu-se
de sentir, só, ri com desdém
Dos
agora chamados tolos que ainda escrevem.
Este
homem não vive mais para si
Apenas
interpreta, mas para quem?
No
palco ou na plateia
Existem
somente atores,
Todos ruins.
Todos
sem seus rins
Coração
ou alma
Naufragados
nas comodidades atuais.
Implorando
por aplausos, até mesmo
De
seu reflexo no espelho.
Mal
sabem os antigos poetas
Que
sorte tiveram, de viver, Viver!
Em
antigas épocas onde
Tinham
sobre o que escrever,
O
que sentir, o que amar.
Já
hoje, o conforto
Relaxou
tanto nosso espírito,
Que ele morreu.

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