Me sufoco, em sonho,
quando não posso andar
grito sem voz
toma conta o desespero
ao surgir um abismo entre nós.
Vejo, em vida,
os homens a sonhar
porém com sorrisos nos rostos
novamente, me desespero
ao ser o único a ver os tolos.
não vê? o veneno
que toma devagar?
sempre vago, este seu pensamento
que deixa sua alma sem paladar
sem cor, sem movimento.
Prefere lamentar, o presente
mas não sai do sofá
não busca o novo, com medo
do que os outros vão falar
preferindo ser o mesmo, de manhã cedo.
não vê? estes muros
que te aprisionam
impedindo sua evolução.
"Como pode ser diferente?" me perguntou
de início, pense em uma solução.
não vê o que falta?
pensar! por si, pensar.
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